Os historiadores adotam o calendário Gregoriano (Cristão) para definir a cronologia geral da História, usando como referência o ano de nascimento de Jesus de Nazaré. O ano de nascimento de Cristo é o ano 01 da chamada “Era Cristã”. Os registros dos fatos anteriores ao nascimento de Cristo são descritos como a.C. (antes de Cristo) e após seu nascimento recebem a denominação d.C. (depois de Cristo).
O calendário apresenta-se estruturado em dias, meses e anos. Seguimos o calendário gregoriano, estabelecido em 1582 pelo papa Gregório XIII (1502 – 1585).
O calendário gregoriano é um calendário solar. Um ano corresponde a uma volta da Terra em torno do Sol. O ano nesse calendário possui 365 dias, e a cada quatro anos, ocorre o ano bissexto.
O ano bissexto é aquele cujo mês de fevereiro possui um dia extra, ou seja, 29 dias, somando ao todo, nos doze meses, 366 dias. Isso ocorre para alinhar nosso calendário com o movimento de translação da Terra em relação ao Sol.
A periodização cristã ocidental divide o calendário em duas grandes épocas: antes de Cristo (a.C.) e depois de Cristo (d.C.).
Os dias são: domingo, segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, sexta-feira e sábado.
Os meses são estruturados em: janeiro, fevereiro, março, abril, maio, junho, julho, agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro.
Existem outros calendários como o chinês, judaico e maia. Cada calendário possui um marco inicial. Um acontecimento histórico pode marca esse início. O calendário Gregoriano usa o nascimento de Cristo, o Judaico a criação do mundo para os hebreus, o calendário muçulmano a fuga de Maomé para medina, o calendário chinês tradicional divide o tempo em ciclos de doze anos. Cada ano é representado por um animal, como o tigre, o cão ou macaco. Após doze anos, o ciclo se reinicia e os nomes dos animais voltam a se repetir.
Organização do calendário
Muitas culturas e religiões organizam o seu calendário com base nos movimentos do Sol, outros com base nas fases da Lua, e algumas combinam os ciclos solar e lunar.
A cronologia histórica pode ser organizada em períodos de décadas, séculos e milênios.
Década: é um período de dez anos. A década começa sempre em anos com final 1: 01, 11, 21, 31, 41, etc. Isso ocorre porque nosso calendário não apresenta o ano zero. Quando nos referimos a questões históricas ocorridas na década de 1920, por exemplo, o primeiro ano dessa década é 1921 e o ano final, 1930. A década seguinte inicia em 1931, e termina em 1940, e assim por diante.
Século: é o período de cem anos. Por costume, usamos os números romanos para representar os séculos. O século I (1), por exemplo, começa no ano 1 e termina no ano 100. E o século II (2), inicia no ano 101 e termina no ano 200.
Milênio: é o período de mil anos. O primeiro milênio vai do século I (1) ao século X (10), em anos, se inicia no ano 1, e termina no ano 1000. O segundo milênio iniciou no ano de 1001 e terminou no ano 2000.
A História é divida em cinco grandes períodos. São eles: Pré-História: trata-se do período de surgimento dos seres humanos. Idade Antiga: vai do período do surgimento da escrita, no quarto milênio a.C., à queda do Império Romano do Ocidente, no ano 476 d.C. Idade Moderna: vai do período da queda do Império Romano do Ocidente, em 476, à tomada de Constantinopla pelos Turcos Otomanos, em 1453. Idade Contemporânea: corresponde ao período que vai da queda de Constantinopla, em 1453, à Revolução Francesa, em 1789, até os dias atuais.
Essa divisão histórica em cinco grandes períodos não é satisfatória. Ela foi estabelecida por historiadores europeus no século XIX, que apresentam fatos de importância do ponto de vista europeu.
Fatos que destacam que essa divisão não é satisfatória: • A escolha do surgimento da escrita como critério para separar a Pré-História da História, sugere que os povos sem escrita não tiveram ou não têm história. Com ou sem escrita, todos os povos possuem história. • A expressão Idade Contemporânea, usada para cobrir o período que vai da Revolução Francesa aos dias de hoje, perdeu o sentido, pois muitas mudanças ocorreram na história mundial até agora. • Apresenta uma periodização eurocêntrica, sem considerar as outras culturas dos demais povos dos outros continentes. Apresentando uma visão de mundo de uma perspectiva europeia.
É um acontecimento que repercute na sociedade. Sendo um fenômeno local, regional ou global. Qualquer fato passado pode ser considerado um fato histórico. Podemos citar como exemplo: a descoberta da penicilina, o primeiro antibiótico conhecido. Ele foi descoberto por acaso em 1928, por Alexander Fleming, salvando milhões de vidas nos anos posteriores. Ela trouxe uma revolução no uso de antibióticos no tratamento de doenças. A descoberta da penicilina é um fato histórico no tratamento de doenças.
Um pesquisador manuseando um microscópio.
Há outros fatos também que causam grande impacto na vida das pessoas, como uma inovação tecnológica. A evolução dos transportes trouxe facilidade no deslocamento populacional, escoamento de produção e uso para fins bélicos. Temos também a comunicação, ela foi evoluindo ao longo do tempo. O uso da internet possui uma grande influência na sociedade, tanto econômica como social. Podemos usar a internet para pagar uma conta, fazer compras online, conversar e fazer novas amizades. Esses fatos da evolução tecnológica muitas vezes são tratados como algo simples para quem já nasceu após estas inovações. Sem essas descobertas, a vida em sociedade seria completamente diferente, como seria a vida das pessoas sem antibióticos, transportes, comunicação e energia elétrica? Podemos citar outros fatos como protestos contra violência e inflação, esses são fatos sociais. Comemorações, festividades, brincadeiras, músicas, etc. São fatos culturais.
A sociedade usa o tempo medido pelo relógio em horas para se organizar. Esse tempo medido possui um ciclo de 24 horas ao dia. As pessoas usam o tempo em horas para determinar a duração de um compromisso, quanto maior o horário, mais horas demandará. Um aluno tem o horário definido na escola, são os horários de aulas, o intervalo e a hora de ir para casa. A escola é organizada pelos horários estabelecidos. Se não houvesse o tempo medido pelo relógio, um estudante não saberia a hora de entrada e saída. Vamos imaginar que uma aula seja marcada para sexta, perguntas seriam feitas, como: Qual dia? Qual horário? Se só for mencionado o dia, não saberemos o horário. A aula pode ser pelo turno da manhã, da tarde ou da noite. Com o horário definido, saberemos o turno, a hora da entrada e saída, ou seja, saberemos também o tempo de duração da aula marcada.
Outro instrumento de tempo muito usado é o calendário. Ele apresenta os dias, as semanas e os meses. Os dias contabilizados no calendário são estruturados para medir a passagem do tempo durante um ano. Uma vez por ano, fazemos aniversário. A data comemorativa, indica que envelhecemos um ano. Uma conta possui uma data limite para pagamento, um trabalhador tem um dia especifico para recebimento do salário, um produto possui data de validade. A data de validade, indica um certo período. Ao passar a validade. O produto perde a característica de usabilidade.
Outro marcador de tempo que usamos e o dia e a noite. Quando a terra gira. Ela muda de posição. A rotação da terra é responsável pelo dia e pela noite. Durante a noite, uma característica humana é dormir. Algumas espécies de animais são noturnas e outras são diurnas. Na agricultura, o tempo pode ser medido pelas estações do ano: primavera, verão, outono e inverno. Pelas estações do ano, o agricultor sabe o momento de plantar e colher. Na pesca, as fases da lua influencia a maré e a luminosidade. Influenciando no comportamento dos peixes. Em certos períodos favorecem a pesca e outros não.
Existem dois tipos de sujeitos históricos: os individuais e os coletivos. Os individuais são sujeitos históricos únicos, como: a história de um rei, um general, ou de um idoso contando a sua história de vida. Os sujeitos históricos coletivos são formados por grupos de pessoas como: movimentos estudantis, associações de moradores, sindicatos, membro de uma igreja, etc.
A construção do processo histórico conta com a participação de toda a sociedade. Alguns possuem mais visibilidade que outros nesses processos, porém, a sociedade participa de forma ativa na construção da História. Todos são sujeitos históricos.
Esse tempo passa naturalmente. Podemos observá-lo através do crescimento da vegetação, a formação das rochas, o amadurecimento de um fruto, o envelhecimento das pessoas.
O tempo cronológico é medido. O ser humano criou diversas formas para medir o tempo. Entre os principais estão: o uso do relógio e o calendário. Essas medidas servem para organizar a vida das pessoas. Quando temos um compromisso. Temos que saber o dia, a hora, e o tempo de duração. O tempo cronológico pode ser dividido em unidades como: segundo, minuto, hora, dia, mês, ano, etc.
O tempo histórico apresenta diferença quanto a duração. Ele é dividido principalmente devido à permanência e transformação que ocorre em uma sociedade. Ele é organizado pela análise de elementos que constituem o tempo histórico. Esse trabalho é feito pelos historiadores.
Ao observar uma fonte histórica, devemos fazer algumas perguntas, como:
Quem fez? Para quem fez? Quando fez? Como fez? Para que serve? Com essas perguntas, teremos respostas que esclarecerá muitas coisas. O papel de quem estuda uma fonte histórica e ir em buscar dos fatos. Averiguar e questionar. Com isso em mãos, refletir sobre as respostas conseguidas.
Podemos citar, por exemplo, Aleijadinho (1738 – 1814), foi um escultor, entalhador, carpinteiro e arquiteto do Brasil colonial.
Ele é considerado o maior representante do barroco mineiro, sendo conhecido por suas esculturas em pedra-sabão, entalhes em madeira, altares e igreja.
Retrato de Aleijadinho por Euclásio Ventura no século XIX.
Com as informações que temos sobre Aleijadinho, sabemos em quais cidades existem suas obras, o ano que ele fez, motivos de suas construções, o ofício que ele tinha, e como ele produzia as obras. Com essas perguntas respondidas, podemos compreender como foi conduzida a elaboração dessas fontes históricas. Dando suporte para uma interpretação da História de forma mais abrangente.
O mundo a nossa volta está cheio de histórias. Tudo o que ser humano produz ao longo do tempo pode ser considerado uma fonte de registro histórico. São exemplos de fontes históricas:
jornais;
livros;
cartas;
diários;
letras de música;
moedas;
história em quadrinhos;
pinturas;
fotografias;
filmes;
mapas;
paisagens;
edifícios;
esculturas
relatos orais, etc.
O registro histórico ajuda a termos um entendimento do passado de como as pessoas viviam, vestiam, se alimentavam, a forma de trabalho e o convívio social. Isso só é possível pelas evidências deixadas pelas fontes históricas.